Abaixo das inervações autónomas
Para além do abismo sináptico
Onde a luz já não chega
Operador das engrenagens
Alimentadas por angústias reprimidas
Jaz uma invenção erguida
Nas tentativas de conjurar
A cartografia pelas inquietudes viscerais
Hesito em dar-lhe forma
São os olhos ígneos
Arrastam-se, albergam feitiçaria
E a latitude entre as dimensões
Atravessam-no em simultâneo
Dão um esboço de sua arquitetura
No topo de sua cabeça
Conspiram exiguos deuses
Proclamam sentenças
Sobre desejos que os engendraram
Demasiado humanos
Criados à sua imagem e semelhança
Guerreiam entre si
Espada e lança
Derramam sangue em nome da lei
Vituperam, heréticos em solo sagrado
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