Abaixo das inervações autónomas
No abismo sináptico
Onde a luz não chega mais
Operador das engrenagens
Alimentadas pelo caos libidinal
Jaz uma invenção brotada
Nas tentativas de conjurar
Os fantasmas primordiais
Hesito em dar-lhe forma
São os olhos ígneos
Arrastam-se, albergam feitiçaria
E a latitude entre as dimensões
O atravessam, concomitantes
Dão um esboço de sua arquitetura
No topo de sua cabeça
Conspiram exiguos deuses
Proclamam sentenças
Sobre desejos que os engendraram
Demasiado humanos
Criados à sua imagem e semelhança
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