É tudo o que sei de ti
A ambiguidade corta-me
Com trágicas arestas
De peças que uso
Em raras ocasiões
Para escapar de mim
Se apenas houvesse uma palavra tua
Podia agarrar-me a frágeis semânticas
Sem ser canibalizado pelo nevoeiro
A noite que avança e me cobre
Cobre, ferro, uma montanha
De espectros, espelhos em pedaços
Virados de costas para mim
Evidenciam todos os segredos
Murmúrios entre ti e os deuses
Transmitidos para confins do universo
Não chegaria vivo até eles para os ouvir
E voltar para te contar o que perdi
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