Monday, May 18, 2015

Beautiful Melancholy

There is something exquisite in the tears
Something from the beautiful melancholy
Sorrow falls in petals softly in the quietly depths
Unfathomable bottom where no soul has set foot in
Ineffable sighs heap on top of each other
And the weight is gentle no more
As more wet feathers drop in the pile
Until we found ourselves rowing in an endless sea
No shore on sight from days lost in tides of dead leaves
On night ravaging the feeble wooden boat
Throwing out the frail of us to layers of forsaken voices
Forlorn gods in our thick nightmares
As the pressure rises crystals forge from fires of rage
Erupting from the deepest abyss to the highest heavens
To flood over mournful eyes and fragile skin
Those waters so limpid and lucid
Emanate the most intimate of livid pains and illusive desires

Monday, May 11, 2015

Do Outro Mundo Ninguém Fala

E essa coisa de Falecer
Parece que toda a gente adere a isso
É mandatório, decreto lei e normal social
Se não o fizeres, és excêntrico, fora-da-lei, acólito do Diabo
Daquelas vaidades tais, uma pessoa tem de fazer uma vez na vida
Mas se assim é, não deve ser grande coisa
Eu cá, pessoalmente não gosto e não me atrai
Talvez um dia considere fazer
Mas não é assim coisa a curto-prazo
É mais uma actividade para planear com antecedência
Há uns, como eu, que não ligam muito a isso
Nem falam muito da coisa, parece que não tem mínima curiosidade
"Falecer? Que raio de coisa é essa? Epa, não quero agora talvez mais tarde"
E esperam até à reforma quando não tem nada para fazer
Alguns nem isso, passa um século e nada
Desdenham disso, recusam-se tanto, ate um dia que "pronto vá, está bem"
Mas depois há aqueles apressados
E é logo aos 20 ou antes disso até!
Ouvem alguém a dizer que há outro mundo e lá vão eles
Não gosto de pessoas impacientes assim
Não sei bem para onde eles vão todos, desaparecem de subito
Mas pensando bem, deve ser um sitio bem melhor que este
Pois com toda a arrogância nunca mais nos falam nem nos vêm visitar
Nem que fosse para contar como é lá
Deve ser só calor abrasador o ano todo, bronzeado e tequila
Pelos vistos é o que toda a gente gosta, nem se lembram de nos convidar
"Olha, gosto muito!","Não é tão giro como pensava", "É bastante agradável à sombra"
Nada. É total incógnito até que se chegue lá.
Prometo, assim que chegar lá, vejo como é, "volto já, vou só ali!" e venho aqui para vos contar como é.

Tuesday, May 5, 2015

Forjado pelo Fogo

Ocasionalmente entramos no nosso casulo
Entre paredes de confusão e sedosa contemplação
Batalhamos o nosso interior que exige o actual estado de coisas
Presos num colete de forças do conforto do que sempre foi
Para eventualmente romper do enlaço de nós próprios
Deixando para trás o que já não precisa de ser mais
Peles mortas da serpente que sua própria cauda devorava
Renasce da luta um novo Eu, aquele que sobreviveu
Um Eu forjado pelo fogo, preparado para um novo mundo