Saturday, January 9, 2016

A Remedy for our Sins

Having walked the earth
Hoping to find a remedy for our peccability
One that would satiate our covetousness nature
I stumbled upon statues of might-have-beens
For far too long, longing for to be unearthed

What did I find
Not anonymous providence
Neither deity nor ipseity did I unmask
Only scorpions under the debries
And skeletons of my beliefs

Having left no stone unturned
Little it did to appease my zeal
And did I linger on my fool's errand
Until the grains of sand
Were taxing on my youth

And what did I find
False, fallen, unsympathetic Idols
Worthless golden statues
Man-made replicas of long gone gods
Where did they go
Were men so repulsive
To be left here to die
As the last specks of sanctity
Become even more hard to find
Will they return when there's no more left
Bring another Deluge to wash away our sins
Bring another set of clay figurines
Re-populate with same frail tendencies

Friday, January 8, 2016

Demagogias da Mente

Sussuras para ti mesmo
O segredo guardado por tanto tempo
Que tens de ouvir da tua voz
Para acreditares na verdade
Dele te assombrar
Nos sonhos esquecidos
Antes de acordares


Daquelas tenebrosas noites
Envoltas por quimeras
Que teu frágil ego
Te nega conhecer
Apenas para manter afastadas
Verdades mais intoleráveis
Do que esse segredo
Que finges não saber

Relâmpagos te cegam
Para que não vejas
De forma que não ouças
Pelas cortinas carmesim
Antes do jardim onírico 
Essas escondem, essas mentem
Habitantes invasores de contracto vitalício
Em cantos obscuros de pátios internos
Arcaicas, francas trevas
Sepultam fábula entre dentes contada
De seres único herdeiro de pensamentos teus
Coibidos pedaços de ti mordem-te a carne
Estilhaços hostis de quando tua mente se detonou
Deflagram bramida loucura em flagrante luz do dia

Já não eram furtivos
Nem tampouco privados eram mais
Esses fantasmas enclausurados
Nas paredes lá de casa
Demolidas por usurpadores residentes
Que nunca conseguiste esconjurar
Mortífera cilada, desposaram-te, feito Babel de tua casa
Sanidade despejada, lucidez desalojada
Endiabrado o pensamento, febril a palavra