Friday, July 27, 2012

Breaking Point

Suffering, anguish, despair and frustration
These are what killers are made of
High-Pressured Pain
Builds up till breaking point
Pyretic blood loaded with adrenaline
Bullets are spewed
Flying erratically
Sealing fates in mid-flight
Propelled by rage and fury
Bystanders fulfilling master's intent

Blasting recklessly through a crowd
Power leaking from the discharged cartridges
By the wrong side of the gun
Bound to an impetuous urge
Let chance decide who lives or dies
Bad therapy for inadequacy feelings

Monday, July 23, 2012

Unforgiven

Fallen on my knees in the rooftops
I lock the bleak night
On my arterial blood sight

Helices of a chopper slices the air not far from here
Rapidly approaches, an oncoming storm

Clutched claws held to the bloody sky
What starts to be a roar of pure rage
Like casting a curse at the hellish universe
Muzzled by the spinning blades
Hammering hard at my ears
Ends with an inarticulate cry
Of despair and defeat

Held up frustration for so long
Is released in a prolonged yelled out why
I scream so loud
Stupidly thinking that God would hear

Wet on the blizzard of unattended prayers
I lay on my knees in the rooftops
Odd place to be at night
Or in any other time for that matter
Only in a desperate fool's course of action

Sunday, July 22, 2012

Ser Humano

Ser humano é ser utópico
A realidade não chega
Surreal é um escape do inevitável
Aspiramos ao impossível
Somos ludibriados pela imaginação
Perseguimos sonhos remotos
Erguemos ídolos de ouro à nossa imagem
Incansável vontade caprichosa
Como desequilíbrio emocional
Subjugamos toda a razão
Complexo de Deus dizem os especialistas
Através de um cínico cristal negro
Vemos o inteiro planeta
Pela reputação de Sodoma e Gomorra

Saturday, July 21, 2012

Pathological Cocktail

Anxiety had become a part of me
Generalized anxiety disorder they say
Most times it's just psychological
Other times gets psychosomatic
Physical manifestation on spikes of mental activity

Other times it's sadness
Feeling blue
Down to deep depression
Eyes lose focus, staring at the bleak
Brain is shutting down, can't think straight
Get caught in the eye of the tornado
Head hangs low
Shoulders come down
Whole body can't resist gravity

Obsession too makes part of the mix
Ventilation pans: Compromised
Safety mechanisms: Off-line
Overheating thinking process: Online
System overcharge percentage: 400%
Self-Destruction Initiative: Imminent

Compulsion is it's middle name
Obsessive-Compulsive Disorder
Not all traits for a diagnosis
But sure it plays a role in my charm
The ritualistic repetitions
Pair numbers superstition
Unwillingly behaviors
Tired of that routine
I'm pulled into that surreal dementia
A wormhole into another dimension


Sunday, July 15, 2012

De dois males, o menor

Pedaços de papeis mastigados
Outros apenas rasgados
Olhando atentamente
Parecem ser jornais
Levados pelo vento
Fogem antes de se puder ler algo neles
Mas um pedaço preso no amontoar de lixo
Assinala novidades de dez anos atrás
2050, data em que tudo começou a mudar

Resolveram a pobreza mundial
Não havia mais fome, não havia mais sede
Progresso da ciência erradicou as doenças
O luxo fazia parte do quotidiano

Tudo começara a mudar
Mas não a mentalidade das pessoas
As ruas outrora habitadas por vagabundos
Pedintes, pessoas do povo, os menos afortunados
Agora estavam povoadas pelo fedor
Nuvens tóxicas, águas castanhas, decomposição

As cidades depressa tornaram-se desertas
Incapazes de suster a ganância de seus habitantes
Estes formaram Metrópoles Colossais
Fortalezas com acesso cortado ao mundo exterior
Entre Doutores e Majestades
O dinheiro abundante comprara a todos um título de renome
A alta sociedade, a perfeita sociedade, estava disponível a todos os cidadãos
Varrer as ruas tornou-se um tabu
Todos tinham qualificações a mais para aquele emprego de baixo nível
Todos estavam encadeados pelo brilho de Sol em forma de barras de ouro

O planeta tornara-se numa lixeira mundial
Prisioneiros da sua riqueza
Os humanos viviam em fortalezas seladas
Quarentena total por tempo indeterminado
Mais do que o lixo que defecava os muros exteriores
Temiam com toda a arrogância e altivez
Os ares de outrora de pobreza e humildade
O reconhecimento de Doutores e Majestades
Destruíram o planeta na sua soberba
Perante eles, deitam-se no chão com vénias excessivas
Mas os varredores de ruas eram o incomodo da sociedade
Ninguém olhava para eles, ninguém queria ser como eles
Agora, apenas eles poderiam salvar o mundo
Mas todos são bons demais para tal função
Então o mundo morre ás mãos da inercia do homem
As ruas das cidades moribundas, eram um reflexo do coração podre da humanidade
O Homem fez a sua escolha, para não viver na pobreza material, decidiu viver na podridão espiritual
De dois males, o menor.

Tuesday, July 10, 2012

Sentir o Paradoxo

Olhos cansados prendem o horizonte
Espelhando o céu derretido em escarlate
Enquanto o sol se extingue em montanhas distantes
Apatia cinestésica invade o corpo
Rijo como as pedras do deserto árido
Uma estátua de alma adormecida
Faz parte do cenário narcoléptico

Gritos abafados do interior
Espantam esta serenidade fingida
Garrafa de raiva efervescente
Epicentro em águas profundas
Emoções oprimidas e sentimentos calcados
Trazem à costa a fúria de alto mar
Ondas carregadas de frustração eclipsam o sol
Trazendo o Apocalipse de um dilúvio colérico

Saturday, July 7, 2012

Bio-Hazard

Souring soft skin so slowly
Acidic fluid takes it time
Viscous and sadistic
Patiently flows
Inversely proportional
To traumatic burns it inflicts

Melts and boils
Now deformed by the masochist liquid
The hardened skin erupts blisters
Holding inside unimaginable pain
Bursting instantly as bubbles of molten lava

Irreversible damage
Immediate transformation
Dragon scales emerges
From immaculate, sinless skin

Bathed in the uncaring fluid
Smokes and steams
While devouring flesh
Remorselessly, relentlessly
Cannibalizing to the bone

Thursday, July 5, 2012

Devorador de Mundos

O vazio do universo
Engole meu olhar
Embriagado por letargia
Rendo-me à sua gula voraz
Meu corpo morno
Depressa se arrefece
Disperça-se o calor da vida
O vácuo absorve-o com ingratidão

Meu olhar singelo tem uma réstia de fulgor
Sem demora se esgota completamente
Espelho de água impotente
Reflecte o cosmos prepotente
Absorve-me o espirito dormente
Num vortex de solidão imensa
Seduzido por estrelas distantes
Seu brilho é um ardil oculto
Viaja milhões de anos de luz
Mas seu astro se extinguiu há muito mais
Devorado num abismo de escuridão eterna
O que resta é uma fotografia da claridade de outrora
Chega à Terra na esperança vã de escapar
Da desolação que devassou a humanidade

Tornei-me um com o universo
Sinto a sua fome insaciável
A maldição do infinito e da eternidade
Testemunhei o medo das galáxias
Presas na imensidade do Espaço voraz