Thursday, January 31, 2013

Black Sea

Black is Mysterious
Silence is Calm
Reality fades
Safe from blinded light
In the coat of night
Tides of charcoal-dyed ink
Taints the mind who set sails
At the Black Sea
Magnetic, almost hypnotic
A secret call who whispers
Whispers the voice of the siren

"Heed my call
Oh sailor of the Black Sea
Come forth and bathe thee
Bathe thee in the waters of doom"

You dared to listen where was no sound
Rather lost than found
Into the unknown you advanced unyielding
Through the melody unheard you were guided
Mesmerized by chants imbued in Silence
You stepped forward into the nightly thickness
The viscous embrace allured to submerge
Drenched in the everlasting darkness you merge
To find the core of all evils

Before your very eyes
In a thousand miles deep into the deserted ocean
Where there is no shed light
Only vibrating black blight
You gazed upon the inner quarters of your innerself

Friday, January 25, 2013

Let it go...

Once a gentle caress of a feather
Sharpens into an abrupt thrust of a dagger

Once a warm kiss of her sweet lips
Shapes into a cold bite of bitter love

Dissociate to a more unreal state
Denying this surreal crave
Sinking on quicksands of depression
Chained by katatonic apathy

A tress of her golden hair
Put away in a heart-shaped-box
Now flew away from open wounds
Taken away by winds of change
Leaving a trail behind of her intoxicating fragrance
Last piece of her dulcet soul
Giving a last glance to honey soured by nostalgia

Scent from her skin irreversible lost
Light from her eyes forever out
Voice from her soul inevitable silenced

It was your choice after all
You did let her go
So let it go....

Let it go...
Let it go...
Let it go...

Tuesday, January 15, 2013

Memórias-Fantasma

Lembranças levadas pelo tempo
Que fugiu como ladrão
Com minha inocência e juventude
Abafadas num saco ganancioso
Tudo o que me resta
São as reminiscências espalhadas pelo bosque
Como migalhas que levam á minha perdição

Tracei um trilho catártico de pegadas dormentes
Errando em vazio propósito
Espelha-se um outrora
Agora irreconhecível num olhar perdido
Recordações deixadas ao de leve em areias de ampulheta
Banhadas por marés que derrubam castelos de pensamentos

Apenas na aspereza e arrogância da pedra inabalável
Encontrei refúgio onde o tempo não corrói e a memória não esquece
Cravadas em sábia solitude num memorial sempiterno

Outono Decadente

Nuvens de aço
Cobrem o azul
Num casulo perfeito

Um céu artificial
Desprovido de cores
Serve como tecto para almas distraídas
Entranha-se subtil apatia

Folhas esmorecidas
Cedem à gravidade
Aliciadas para baixo
Como anjos caídos

Apenas pedaços de lenha gigantes
Erguendo-se da terra
Permanecem sem vacilar
Antigos como os deuses perpétuos
Assistem ás quedas e ao renascer de todas as temporadas

Impossível Destino

A vida é uma jornada fascinante
Incrivelmente repleta de surpresas e descobertas
Reencarnamos em várias pessoas diferentes durante essa viagem
Nascemos, erramos, sofremos, aprendemos, renascemos
Moldamos-nos numa metamorfose infinita
Uma nova tentativa de alcançar a perfeição inalcansável
Um processo continuo de rejuveniscemento apenas possível pela força do impossível
Somos todos heróis da nossa própria história
Temos vitórias e derrotas todos os dias
Criamos destino pelas escolhas que fazemos e aquelas que não fizemos
Uma vontade incessante de ser algo mais
Mas morremos um pouco a cada instante também
O que nos tornamos, impede-nos de sermos algo melhor?
Hipotético massacre da dúvida permanece com nova transformação
Nosso mundo é abalado na incerteza e a única certeza vem com sabor agridoce
No topo da montanha que subimos está o homem paciente que espera por nós
Uma dádiva de simpatia e delicadeza se não fosse a natureza dos seus designios
O derradeiro capitulo do heroi é inevitavelmente ser abraçado pelo pior dos vilões
Conscientes distos, a nossa demanda como heróis torna-se fútil e vã
Pois o prémio final é a inexistência e o esquecimento
Sem discriminar o caminho percorrido
Não há qualquer glória para o herói apenas a tragédia

Medo Primordial

Quando vamos dormir à noite
A mente passa por lugares sombrios
Cai no abismo dos nossos medos
Alimentando-se da distancia que fugimos deles
Avultam-se na sombra do esquecimento
Escondidos debaixo de uma pedra como escorpiões
Envenenam a infraestrutura do nosso ser
Insensíveis, sem remorsos, impessoais
Mas como poderiam eles ser outra coisa?
Não são humanos, nem pessoas são
Nós é que lhes concedemos o luxo de os tratar como tal
Atiramos-os para a selva em pequenos
Damos lhes de comer, damos lhes poder
Damos lhes cara, dentes e garras
E eles regressam anos depois para se apoderarem de nós

Previsão de Mau Tempo

No horizonte
Nuvens de petróleo
Tomam os céus de assalto
Chamas do amanhã
Alastram fumo profético
No firmamento vigente
Um alerta preventivo
Ou aviso imutável
Na Terra engolida na penumbra
Apenas é claro a iminência do desastre
Será o destino caprichoso
Ou vai quebrar tradição?

Wasteland

Baldio inanimado de ferrugem bronze
Baniu almas encarnecidas para confins do reino ardente
Trasladadas por anjos necrofagos no seu bico inexorável

Inertes eram as pessoas, mas não o que caiu dos céus 
Depressa todos se esqueceram daquele Inverno
Pois já não havia ninguém para se lembrar

Daí em diante o mundo era apenas uma fotografia sépia
Amaldiçoada a ser esquecida pelo tempo
Jamais habitada pelos ventos da mudança
Triunfava a decadência no seu auge

Um silêncio ensurdecedor
Para qualquer humanidade que restava
Depressa engolida pelo animal residente
Outrora adormecido pelos luxos do quotidiano

Wounds of Birth

If only they could see
Beyond the watery mirror
...

Those spheres at the doorway
That mimic them back
It's all they are afford to look
Mesmerized by self-sustained egos
They fall for the trick and step back
Instead of leaping forward through the cascade
To enter the realms of the soul

They would see
The wounds of birth
They would watch
The cracks in time
They would gaze
The horrors in past

If only they could see
Beyond the watery mirror
Then, they would know why

Then they would fall in awe
And the world they knew
Would die along with who they were
Another world would rise from the ashes
Another child wounded on birth

Friday, January 11, 2013

The Tower of Madness

Took a few more steps down
Long is the stairwell of despair
One can easily stumble down
Hard is climbing those countless bricks
Doesn't matter how deep can one go
There's always a darker place to fall
Once in a while, we turn back
Gazing to the closing spiral holding the way we came
And we see those tender kisses
That old warm illusion of family comfort
Disappearing behind debris
And barriers of thin air
From missing stairs too high to reach
Like old memories frozen in pictures on the mind
Pandora's little Box
Can't open it without shedding blood and guts
Not meant to poke around there and remain alive

It's bottom lays hidden
For one can walk miles deep and not find it
Although once in a while one is convinced that
They found the rock bottom and feel no urge to climb up anymore
Illusion given by whatever is laying down there
Because every now and then it's always found another step down
In Insanity for some reason, we find reasons to be curious
A sudden urge to be thorough and get the bottom of it
One finds that even when losing it's reason
It is found reasons to continue endlessly

At some point
One forgets if he descends to a hidden treasure
Or if one climbs to the tower of madness